domingo, 5 de junho de 2011

QUEDA DE CABELO NA MAMÃE- O QUE FAZER?

Os mesmos motivos que levam as futuras mamães sentirem náuseas só de sentir o cheiro de alguma comida, que as levam às lágrimas por qualquer motivo ao mesmo tempo em que sente uma grande irritação e que mantém o bebê seguro dentro da barriga é o mesmo que faz com que os cabelos se modifiquem antes e depois da gravidez: os hormônios.
Para que fiquem bem claras as mudanças, existem três fases que o fio de cabelo passa desde o seu nascimento até a sua queda. Essas fases são de crescimento, repouso e queda:
Fase Anágena (de crescimento) – dura de dois a sete anos. O cabelo cresce de um a dois centímetros por mês e essa fase é mais longa nas mulheres. Cerca de 90% dos cabelos encontram-se neste período.
Fase Catágena (de repouso) – pode durar até três semanas. Nesta fase o cabelo pára de crescer e menos de 1% dos fios estão nesta fase.
Fase Telógena (queda) – esse é a fase em que os fios caem do folículo. É normal a queda de 50 a 100 fios por dia. A raiz descansa durante dois a quatro meses até que um novo fio comece a fase de crescimento.
São os hormônios, principalmente a progesterona, que fazem com que a maioria das mulheres adore seus cabelos durante a gravidez, pois ficam mais volumosos, parecendo mais sedosos e bonitos. Mas, às vezes, podem ficar secos e quebradiços. Os hormônios da gravidez fazem com que a fase de crescimento, Anágena, dure por mais tempo fazendo com que os cabelos fiquem realmente mais encorpados.
Já depois de dois ou três meses depois do parto, os níveis de hormônio novamente se alteram e os cabelos novamente se modificam, principalmente das mamães que amamentam. Nesse período muitos fios se encontrarão na fase de Telógena (queda) e acabam caindo muito mais fios nas mamães do que o normal.
E se cair muitos fios? - A sensação de queda para a mamãe será maior ainda, já que durante a gravidez a queda diminuiu muito e no pós-parto cai mais do que caía antes da mulher engravidar.
Isso não é motivo de pânico e nem motivo para sair por aí comprando vários produtos que dizem diminuir a quedas dos cabelos. Os fios vão cair mesmo depois do parto e não há nada que se possa fazer. A mamãe gastará dinheiro inutilmente tentando acabar com a queda.
A situação da queda do cabelo da mamãe deve se resolver perto do primeiro ano da criança, mas a mamãe não deve ficar nervosa, antes disso o problema já melhorou bastante.
A preocupação deve ficar por conta das mulheres que já têm predisposição para a calvície. Essas mulheres devem se informar sobre o que fazer antes, durante e depois da gravidez com o seu médico de confiança.
Dicas
Não realize nenhuma química nos cabelos sem orientação médica. Além de prejudicar você poderá prejudicar a saúde do seu bebê.
Lembre-se: a queda dos cabelos será por um período curto. Não se estresse, pois está amamentando e precisará de muita calma e paciência para não lesar o alimento mais saudável do seu filho.
Não acredite em milagres. Se alguém te induzir a comprar algum produto ou medicamento para evitar queda, não acredite antes de consultar um médico. A queda é causada por alterações hormonais e não será tratada desse modo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

COMO PROTEGER SEU BEBÊ - PARTE II

O QUE FAZER EM CASO DE QUEDAS?

O bebê caiu da cama. E agora? Preciso levá-lo ao hospital?

Sempre que o bebê leva um tombo grande -- do sofá, da cama, do trocador, do berço ou do cadeirão, por exemplo --, é necessário examiná-lo com atenção para ver se não há nenhuma lesão mais séria, principalmente se ele tiver batido as costas ou a cabeça no chão.
É preciso verificar se não há ossos quebrados, lesões internas ou uma concussão. Quedas podem ser graves em bebês, mas a boa notícia é que os ossos deles são mais flexíveis, portanto não se quebram tão fácil quanto os de crianças maiores.
Se o bebê parece estar bem, agindo normalmente, o mais provável é que a queda não tenha tido consequências mais graves. Mas fique de olho nele durante as 24 horas seguintes, especialmente se ele tiver batido a cabeça.
Siga seus instintos e prefira a precaução: se você acha que a queda foi muito grande, e que não é possível que ele não tenha se machucado, ou se o bebê estiver muito irritado ou agindo estranho, leve-o ao médico para um exame.
Em que situações preciso levá-lo para o pronto-socorro?

Procure ajuda médica nos seguintes casos:
• Se o bebê desmaiar. Caso você ache que ele não está respirando, grite por ajuda e faça
manobras de ressuscitação imediatamente. Se você estiver sozinha com o bebê, primeiro faça a ressuscitação nele por dois minutos e depois telefone pedindo ajuda.
• Se o bebê estiver sangrando e o sangramento não parar quando você pressiona uma gaze ou um pano sobre o ferimento. Batidas na boca às vezes sangram muito, mas nem sempre são graves. Pressione um pano limpo e dê alguma coisa gelada para o bebê chupar. O sangramento deve parar.
• Se o bebê estiver respirando mas não reagir quando você fala com ele, ou se você não conseguir acordá-lo (mesmo que ele estivesse aparentemente bem depois da queda, mas apresente os sintomas horas mais tarde).
• Se houver sinais de fratura: braço ou perna desalinhados, um pulso meio torto, ou quando o bebê dá indícios de que sente dor quando apóia o braço no chão ou faz algum movimento (talvez você só note isso horas depois da queda).
• Se houver sinais de fratura no crânio: uma área "fofa" no osso, especialmente dos lados da cabeça (acima ou atrás da orelha); presença de sangue no branco dos olhos ou saída de sangue ou de um líquido cor-de-rosa pelo nariz ou pelas orelhas.
• Se houver sinais de concussão (quando o cérebro é afetado pelo traumatismo ou batida na cabeça), como: pupilas desiguais, vômitos seguidos e sonolência maior que o normal. Dependendo da idade do bebê, observe se há mudanças no modo como ele engatinha ou anda, se ele parece mais fraco ou confuso, ou se há sinais de problemas de fala, visão ou coordenação motora.
• Se o bebê não parar de gritar ou chorar depois de meia hora, por mais que você tente acalmá-lo.
• Se o bebê tiver um corte que pareça profundo, especialmente no rosto e em partes do corpo que se movimentam muito. Talvez seja preciso dar pontos. Na dúvida, não espere até o dia seguinte: os pontos funcionam melhor quando dados em até oito horas após o acidente.

É verdade que não devo deixar o bebê dormir depois da queda?
A vantagem de manter a criança acordada depois da queda é que fica mais fácil observar seu comportamento. Não é o fato de o bebê dormir que vai agravar a lesão, se houver uma. A questão é que um dos sintomas de que há problemas mais sérios em consequência de uma queda é justamente não conseguir acordar a criança. Daí a impressão de que o sono é o culpado.
O que os médicos recomendam é procurar observar bem a criança. Caso o acidente tenha acontecido perto da hora de dormir, procure manter seu filho acordado por cerca de uma hora após a queda. Depois disso, pode deixá-lo dormir, mas o acorde cerca de duas horas depois, só para ver se ele responde (ele obviamente vai estar sonolento, se for no meio da noite. Desde que reaja, não há problema), e mais uma vez até o amanhecer. Se você for ficar mais tranquila, durma com ele.
Depois do estresse da queda e de toda a choradeira, é normal que as crianças fiquem exauridas e precisem de uma soneca. Por isso, caso o acidente tenha acontecido durante o dia, deixe seu filho descansar mais ou menos depois de uma hora da queda, e procure acordá-lo depois da duração costumeira da soneca diurna.
Se em qualquer momento você não conseguir acordar o bebê, leve-o ao pronto-socorro.
Como cuidar do "galo"? É normal surgir um galo bem grande em batidas na cabeça. Tente não se assustar, pois o galo é mais feio do que grave. A compressa com gelo envolto em um pano ajuda o inchaço a diminuir, mas não é imprescindível às vezes o bebê pode se assustar e gritar mais ainda, o que só vai piorar a situação de vocês dois.
Se o bebê parecer estar com dor, você pode perguntar ao pediatra sobre a possibilidade de dar algum analgésico, como o paracetamol, na dose indicada.

COMO PROTEGER SEU BEBÊ - PARTE I

MANOBRAS DE RESSURREIÇÃO
A ressuscitação cardiopulmonar é composta de respiração boca-a-boca e compressões no peito (massagem cardíaca), e pode salvar a vida de uma pessoa enquanto o socorro médico não chega.
A respiração boca-a-boca e a massagem cardíaca fazem com que o sangue circule pelo corpo, levando algum oxigênio aos órgãos, enquanto a pessoa não é atendida por médicos com equipamentos específicos. A medida pode evitar lesões cerebrais -- que podem ocorrer em poucos minutos e a morte.
Não é difícil fazer as manobras de ressuscitação. O importante é manter a calma, dentro do possível, e fazer o seguinte:
1 - Verifique o estado da criança A criança está consciente? Cutuque-a e tente acordá-la. Se ela não responder, peça para alguém chamar uma ambulância ou providenciar um transporte até o hospital. (Se você estiver sozinha com o bebê, faça a ressuscitação por dois minutos primeiro e só depois peça ajuda.)
Coloque o bebê de barriga para cima numa superfície firme.
Se houver sangramento, pressione o ferimento com um pano.
• 2: Abra as vias aéreas da criança Incline a cabeça do bebê para cima, levantando um pouco o queixo dele.
Procure sinais de movimento ou de respiração, mas não demore mais de 10 segundos fazendo isso. Coloque o ouvido perto da boca da criança, buscando o som da respiração, e veja se o peito dela sobe e desce.
• 3: Faça duas respirações boca-a-boca  Se o bebê não estiver respirando, inspire, guarde o ar e cubra a boca e o nariz da criança com a sua boca. Caso a criança seja maior, você pode cobrir só a boca e tampar o nariz dela com seu polegar e seu indicador, vedando as narinas. Sopre devagar o ar, tomando cuidado para ele não escapar, até observar que o peito dela sobe.
Lembre-se que os pulmões do bebê são muito menores que os seus, por isso não é necessário soprar muito. Soprar muito forte ou muito rápido pode prejudicá-lo.
Se o peito não subir, isso quer dizer que as vias aéreas estão obstruídas, e a criança está engasgada. Veja
aqui o que fazer para desengasgá-la.
Se o peito subir, faça duas respirações seguidas, fazendo uma pausa entre elas para deixar o ar sair.
• 4: Faça 30 compressões cardíacas 
Trace uma linha imaginária entre os mamilos do bebê e coloque dois ou três dedos juntos um pouco abaixo dela. Faça pressão firme para baixo, afundando o peito da criança cerca de 2 cm.
Faça 30 compressões rápidas, mas não bruscas (cada uma deve durar menos de 1 segundo). Quando completar as 30, faça mais duas respirações (como no item 3, acima).
• 5: Repita a massagem e as respirações Repita o ciclo de 30 compressões e duas respirações, até conseguir ajuda. Se alguém estiver levando vocês para o pronto-socorro, prossiga com as manobras durante o transporte.
Mesmo que o bebê acorde e pareça bem, leve-o ainda assim ao hospital.

sábado, 28 de maio de 2011

OS PRIMEIROS DENTES DO BEBÊ

OLHA AÍ O MEU GAROTÃO..NEM COM FEBRE ELE SE DEIXA ABATER...RSRS
Bom, hoje é um marco em minha vida materna, feu filhote tá com 4 meses e 1 semana, e adivinhem (tudo acontece quando estamos sozinhas,né)...marido viajando, fiquei gripada, com rinite, dor de cabeça (por conta da adaptação ao óculos), meu filhote tomando vacina, introduzindo frutas no cardápio dele, que até então só tinha leite, então já viu...a banana, prendeu ele 2 dias, o mamão deu diarréia, maça deu cólica...com o frio de rachar que tá fazendo aqui no sul, ele tá com corisa e espirrando um monte, e como miséria pouca é bobagem, saiu o primeiro dentinho...mas até eu descobrir que era isso...muitas águas rolaram...até pq ele já baba assustadoramente e tenta enfiar todos os dedos na boca ao mesmo tempo desde que fez 3 meses, e a pediatra me "assegurou " que dente ia sair só com 5 meses, tirei isso da cabeça e nem me preocupei...voltando ao acontecido na noite anterior... pobrezinho do meu nego, como chorava sem parar e nada agradava, gritava e berrava, se contorcia sem parar, pensei: é a danada da cólica, deve ser da maçã que ele comeu ou do molho de pimenta que pus no meu macarrão... daí já viu, depois de colocá-lo de bruço, massagem e ginástica nas perninhas, taquei 6 gotas de dimeticona guela abaixo, chorou, chorou e dormiu, acordou as 3 da manhã meio febril, pensei ficou doente, me apavorei, tô sozinha, não sei dirigir, o que eu vou fazer, compressinha na cabeça, tylenol, soro no nariz, mamou e dormiu...acordou quase 9 da manhã louco de fome, e na hora de mamar, aaaaaaaaaaaaaiii!!! levei um mordidão...meti o mindinho entre meu bico e a boca dele e adivinhem, eis que sinto aquele pedacinho de dente, aí pensei e agora, nunca mais vou amamentar...e a história que o dente só vem aos 6 meses...me iludiram...rsrsrs...passou um filme na minha cabeça...nossa ele não é mais um recém nascido..já é grandinho, sabe se virar sozinho, literalmente falando, se estiver de barriga pra cima ele se vira de bruço se apoia nos antebraços e dá risada pela conquista;avisa quando tá com fome, com sono, com dor, quando tá sujo, tem um choro para cada coisa...misericórdia..meu bebê tá crescendo tão rápido..e agora já tem dente...é quase um homenzinho! Tá bom agora eu exagerei...mas tá passando muito rápido..e quando eu menos perceber ele já estará na faculdade...ai,ai...tá sofrimentos a parte, ele tá lindinho de dentinho novo!
Dei uma olhadela na net sobre os "benditos dentinhos" então segue abaixo minha pesquisa, mais cedo ou mais tarde, podes precisar..então tá aí:
A gengiva do bebê pode apresentar sintomas como irritação, estado febril e desconforto em geral. Podem ocorrer fezes mais líquidas e outros. Para aliviar o desconforto, o bebê pode usar mordedores de borracha para massagear a gengiva.
Orientações à mãe, quanto à época de nascer os dentinhos
O bebê poderá apresentar alguns sintomas passageiros, antes ou durante a erupção dental. Esses sintomas podem aparecer juntos ou isoladamente, são eles:
***salivação aumentada,
***agitação do bebê durante o sono e às vezes diarréia; porém a febre ou infecções pulmonares não estão relacionadas com o nascimento dos dentinhos de seu filho, podendo aparecer por coincidência na mesma época.
Algumas crianças já nascem com o dentinho de leite(dentição decídua), chamados natais ou neonatais. As mães não devem ficar apavoradas com isso, devendo procurar um odontopediatra para melhor orientá-las, até mesmo para não ter desconforto durante a amamentação de seu filho.
Em geral a ordem em que os dentes de seu bebê aparecem é:Por volta dos 6 meses de idade podem surgir os primeiros dentinhos que são os incisivos centrais inferiores, depois em ordem crescente:
***os incisivos centrais superiores;
***os incisivos laterais inferiores(por volta dos 11 meses de idade);
***os incisivos laterais superiores(por volta de 1 ano e 2 meses de idade).
Seguem-se os primeiros molares decíduos, os caninos e os segundos molares decíduos. Aos 2 anos e meio, seu filhinho terá todos os dentes de leite(dentição decídua completa).
Importante:Assim que nascer o primeiro dentinho do seu filho é preciso sempre higienizá-lo!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ALIMENTAÇÃO PARA BEBÊS DE 4 A 6 MESES

Isaac comendo (tentando) bananinha
O bebê começa a comer alimentos mais sólidos. A partir do 4º mês de vida, o bebê começa a comer alimentos mais sólidos. É a hora da papinha de frutas (pela tarde) que corresponderá a uma merenda com adição de vitaminas naturais e fibra que são importantes para a saúde do bebê.
Poucos dias depois de haver começado com a papinha de frutas, poderá incluir à 1 ou 2 mamadeiras do dia umas colherinhas de farinha SEM glúten. O glúten é uma proteína vegetal que contém cereais como o trigo, aveia, cevada e centeio.
Dos 5 aos 5 meses e meio de idade se inicia a primeira papinha salgada na alimentação do bebê que consiste num purê de verduras com frango. Inicia-se com 60-70g de frango para depois ir aumentando nos dias seguintes até os 100-200g.
Paralelamente vai-se reduzindo o número de mamadas por dia e já pode mudar a fórmula de início (tipo NAN 1) para um leite de continuação (tipo NAN 2). Uma vez cumprido o 6º mês de vida se amplia a variedade de farinha escolhendo entre as que contém glúten.
Fonte consultada: Pediatriaynutricioninfantil.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

O QUE SE ESPERA DE UM BEBÊ DE 4 MESES...


Isaac brincando no espelho no dia que fez 4 meses com 63.5 cm e 6.490kg
Fome menos frequente
Agora, com 4 meses de idade, seu bebê tem um estômago maior, por isso não sentirá necessidade de se alimentar com tanta frequência apenas cinco ou seis vezes por dia. O apetite dele vai diminuindo, e ficando mais parecido com o de crianças maiores e adultos, mas mesmo assim ele continuará engordando e crescendo (embora num ritmo um pouco menor que o dos meses anteriores).
A atenção dele começa a se voltar para outras pessoas e situações enquanto ele mama, e, embora seja ótimo vê-lo entusiasmado e respondendo a novidades, a hora da alimentação pode ficar mais difícil. Se o seu filho se distrai facilmente, tente alimentá-lo em um local bem tranquilo.
Rola para cá e rola para lá
Quando estiver de bruços, o bebê vai levantar a cabeça e os ombros, usando os braços como apoio. Essa "miniflexão de braços" ajudará a fortalecer seus músculos, além de oferecer uma melhor visão do que está à sua volta.
Ele poderá até surpreender você (e a ele mesmo!)
rolando de costas para a frente ou vice-versa. Para incentivá-lo, deixe um brinquedo perto do lado para onde ele costuma virar, e quem sabe ele vai querer tentar rolar de novo. Comemore cada tentativa ele talvez precise do seu apoio moral, porque novidades tão grandes tendem a assustá-lo.
Já está na hora de começar a dar outros alimentos?
Nos primeiros 4 a 6 meses de vida, o bebê recebe todos os nutrientes de que precisa através do leite materno ou das fórmulas lácteas. Mesmo assim, os pais costumam ficar ansiosos para introduzir logo os alimentos sólidos na dieta infantil. Converse com seu pediatra antes de tomar uma decisão.
A introdução de alimentos (como frutas ou sopinhas) pode até ser considerada, agora que o sistema digestivo está mais desenvolvido e o reflexo de propulsão da língua começa a desaparecer; no entanto, muitos médicos aconselham que se espere até os 6 meses a orientação do Ministério da Saúde também é essa.
Esperar um pouco mais para apresentar os alimentos sólidos ao bebê pode reduzir o risco de reações alérgicas, além de garantir que o leite (materno ou fórmula láctea) não seja preterido no cardápio do bebê.

Tudo na boca
O bebê consegue pegar um objeto, mesmo que não na primeira tentativa. Uma vez que tenha posto as mãos em alguma coisa, ele vai estudá-la um pouquinho e, logo depois, vai tentar colocá-la na boca. É possível que você note que ele está babando mais. Alguns bebês começam a ter sinais de dentição já aos 4 meses, mas o primeiro dente geralmente só aparece mesmo após os 5 ou 6 meses.
Estimule seu filho a explorar e brincar com vários objetos, como, por exemplo, uma simples fralda de pano limpa. Veja como ele chupa e segura e amassa o tecido. Dê um chocalho ao bebê para que ele se entretenha com o som.
Neste estágio, um brinquedo em forma de arco com penduricalhos, colocado acima da criança deitada no berço ou no chão, permite que ela descubra o fenômeno de causa e efeito, ao movimentar uma alavanca e fazer um sino tocar. Outro brinquedo excelente para a criança é a água: observe como ela se diverte na hora do banho. Toda aquela molhadeira, afinal, tem fins cognitivos (um bom consolo na hora de arrumar a bagunça sem contar o sorriso no rosto dele!).

Brincando sozinho
Nesta etapa, seu filho brinca com os pés e mãos sozinho por alguns minutos. Milagre! De repente você acha que tudo está calmo demais no quarto, vai dar uma olhada e acaba descobrindo que o bebê, que até então precisava de sua atenção para tudo, está se entretendo por conta própria. Quem sabe vai até ser possível voltar a ler o jornal...
Compreensão do papel da linguagem
Especialistas acreditam que aos 4 meses seu filho compreende todos os sons básicos da língua falada em casa. Entre 4 e 6 meses, ele desenvolve a capacidade de produzir alguns sons, tais como "ma-ma" ou "da-da", mesmo que ainda não os ligue à mãe nem a nenhuma outra pessoa. Também consegue participar de jogos de imitação e vai tentar reproduzir algo que você diga.
Estimule a comunicação do seu bebê copiando suas expressões e sons. Ao perceber uma reação quando emite sons e tenta verbalizar alguma coisa, a criança aprende a importância da linguagem e começa a entender o conceito de causa e efeito. Ela passará a notar que o diz faz diferença.

Gosto por muitas cores Os bebês enxergam cores já a partir do nascimento, mas têm dificuldade em distinguir tonalidades semelhantes, como o vermelho e o laranja. Por isso, eles tendem a preferir preto e branco, ou cores bem contrastantes. Entre 2 e 4 meses, no entanto, a diferença das cores fica mais evidente, e o seu bebê começa a perceber tons mais parecidos.
Ele provavelmente tenderá a gostar mais das cores primárias. Móbiles com essas cores (colocados fora do alcance da criança), pôsteres com cores vivas e livros com ilustrações chamativas despertarão a atenção.
Mais seletivo com pessoas

Aos 4 meses, o bebê pode reagir à sua presença, sua voz e até suas expressões faciais com chutinhos e balançando os braços.
Por volta desta época, seu filho, que até agora provavelmente distribuiu sorrisos a todos que conheceu, começa a ficar seletivo em relação às companhias. Em grandes grupos ou entre pessoas desconhecidas, ele talvez precise de um tempo para se soltar. Dê esse tempo a ele na presença de estranhos ou ao deixá-lo sob os cuidados de alguém. Você também vai notar que, quando está seguro no seu colo, ele fica interessado em interagir com outras pessoas, especialmente crianças mais velhas e barulhentas.
Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?

Lembre-se, cada bebê é de um jeito e atinge certos marcos de desenvolvimento físico no seu próprio ritmo. O que apresentamos são apenas referências de etapas que seu filho tem potencial para alcançar  se não agora, em pouco tempo.
Caso seu filho tenha nascido prematuro, é provável que você observe que ele leva um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que outras crianças de idade similar. Não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento de um prematuro conforme a idade corrigida e acompanha seu progresso levando isso em conta.

Em caso de dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, converse com o pediatra.

COMO SABER SE O PESO DO BEBÊ ESTÁ DENTRO DO NORMAL?

A avaliação do peso de um bebê tem que ser evolutiva, ou seja, deve-se levar em conta o ganho de peso em um determinado período de tempo, e não em uma medida isolada que pode ser influenciada por fatores circunstanciais, como uma doença ou a transição para novos alimentos.
Nas consultas de rotina, o pediatra sempre vai pesar a criança e estabelecer uma curva de crescimento , comparando com a estatura. Essa curva é medida por uma tabela internacional, baseada na média das medidas de crianças de várias partes do mundo.
O padrão da tabela é da Organização Mundial de Saúde (OMS), a qual, de tempos em tempos, atualiza as curvas para acompanhar as mudanças físicas sofridas pelas populações.
O importante para a saúde dos bebês é ter um acompanhamento médico contínuo. Procure não ficar comparando seu filho com os dos outros, já que cada criança se desenvolve do seu jeito, a seu tempo, e cada uma tem uma genética familiar própria.
O pediatra vai observar se o aumento do peso do seu filho forma uma curva, mais ou menos paralela à curva da tabela da OMS. Pode ser mais para cima ou mais para baixo. Só há motivo de preocupação quando o formato da curva não segue o do padrão (como quando o peso "estaciona" por muito tempo ou quando cai, e mesmo assim dependendo do histórico de cada criança).
Nesse caso, o pediatra vai avaliar como está a amamentação do bebê, ou, se ele já come outros alimentos, se tem uma dieta equilibrada. Também pode pedir exames para descartar outros problemas de saúde.
Lembre-se de que o ganho de peso do bebê diminui bastante de velocidade a partir do primeiro aniversário.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A VOZ DA MÃE ATIVA O CÉREBRO DO BEBÊ

meu filhote Isaac com 4 meses e 4 dias 
Cientistas mostram que aquele papo que você tem com o seu filho desde quando ele está em sua barriga estimula áreas do cérebro responsáveis pelas habilidades motoras na fala
Você provavelmente nunca pensou que o som da sua voz, além de acalmar o seu filho, é capaz de ativar partes do cérebro dele responsáveis pela aquisição da linguagem. Mas essa foi a constatação de pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. 
Para chegar a essa conclusão, os cientistas aplicaram eletrodos na cabeça de 16 bebês enquanto dormiam e pediram para a mãe fazer um curto som da vogal A. Na sequência, repetiram o exercício com uma enfermeira, que também é mãe. Quando a mãe da criança avaliada falou, o exame mostrou claramente reações no lado esquerdo do cérebro, em especial no processamento da linguagem. Por outro lado, quando a enfermeira falou, o que o lado que reagiu foi o direito, responsável pelo reconhecimento de sons e timbres da voz.
Para Antonio Carlos de Farias, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o estudo constata algo que já era conhecido na neurociência. “Esse impacto que a voz da mãe exerce no cérebro do bebê começa ainda quando ele está no útero. Por isso, ao nascer, já é capaz de distinguir a voz da mãe das demais”, diz. Segundo os cientistas da Universidade de Montreal, a pesquisa sugere que a mãe é a iniciadora primária da linguagem do filho.
E se você pensa que é preciso um estímulo especial para ajudar o bebê nas habilidades da fala, saiba que só o fato de você passar a mão na sua barriga, dar bom dia para o seu filho e depois com ele desde pequeno manter um diálogo gostoso já é suficiente para provocar reações que vão ajudar no desenvolvimento de regiões do seu cérebro. Da próxima vez que alguém se espantar quando ouvir você batendo um papo com o barrigão ou  com seu bebe recém-nascido já sabe o que responder!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

TIRANDO DÚVIDAS SOBRE AS DOULAS

Bom gente, eu li esse post sobre as doulas e achei muito conveniente dividir com vocês, eu já tive o meu baby, eque por motivo de força maior e um pouco e nosso mocinho ficar atravessado perto das minhas costelas, recorri a cesária. Mas depois que li mais sobre essas "ajudadoras", achei bem legal e me deu até vontade de dar uma irmãzinha pro Isaac (claro que muuuuuito futuramente), mas se vc estiver gravidinha ou pensando no processo... vai aí a dica: se na sua cidade houver uma doula, tenha certeza, vale a pena contar com ela durante a sua gestação e principalmente nos últimos momentos que antecedem o parto (só quem já teve um baby sabe do que eu tô falando)....então leia o post e se tiver dúvida busque, pesquise e veja todos os benefícios.
Doula? O que é isso?A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
O que a doula faz?Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Antes do parto
A fisioterapeuta especialista irá se familiarizar com as expectativas de parto da paciente/cliente, incluindo suas preferências em relação ao uso de medicações de alívio da dor, e como ela e o parceiro planejam trabalhar juntos. Ela informará ao casal quais são suas opções no manejo da dor e da fadiga, ajudando-o a preparar o melhor plano de parto possível.
Treinamento durante a gravidez
A paciente/cliente deverá informar a fisioterapeuta sobre resultados de exames e sinais de início de trabalho de parto.
Treinamento durante a gravidez
 A fisioterapeuta especialista deve informar à paciente/cliente quando estará disponível para atendê-la no trabalho de parto e expor sua disponibilidade de tempo de acordo com a data provável do parto.
Durante o parto

Inicio das contrações ainda bem fraquinhas
 A paciente/cliente deve entrar em contato com a fisioterapeuta especialista quando achar que iniciou o trabalho de parto, mesmo acreditando que ainda não necessite. A fisioterapeuta poderá responder a perguntas e dar sugestões por telefone, e decidirá se deve encontrar com a paciente/cliente imediatamente ou aguardar os acontecimentos.
Em geral a fisioterapeuta especialista necessita de aproximadamente de uma hora para chegar ao encontro da paciente/cliente, a partir do momento que ela solicitar. Ambas decidirão qual o melhor local para se encontrarem – na casa da paciente/cliente, no hospital ou na casa de parto.

Trabalho de parto propriamente dito, uso da respiração para diminuir a dor da contração
A Doula permanecerá com a paciente/cliente desde a hora que for solicitada, no trabalho de parto, durante o parto e no pós parto imediato (1hora após o parto), procurando assegurar uma experiência segura e satisfatória. Ela utilizará seus conhecimentos e sua experiência para oferecer à paciente/cliente apoio emocional e físico. Ela pode fazer sugestões quanto à progressão do trabalho de parto, auxiliar com relaxamento, massagens, posições facilitadoras e condutas fisioterapêuticas.
Digitopressão para aliviar a dor e relaxar a gestante durante o toque
Quando necessário ou apropriado, ela se comunicará com a equipe de assistência ao parto (principalmente obstetra e neonatologista) para assegurar que a paciente/cliente receba a informação de que necessita para fazer as escolhas na hora do parto.
Após o parto
Normalmente ela permanece com a cliente por uma hora ou duas horas após o parto, acompanha a saída da placenta e os primeiros cuidados com o bebê, até que a paciente/cliente se sinta confortável e sua família esteja preparada para ficar com a paciente/ cliente. Entrará em contato telefônico com a paciente/cliente para responder a dúvidas, verificar seu bem-estar e do bebê, avaliar seu trabalho de parto, e, quando possível e desejado de ambas as partes, agendar uma visita em momento oportuno.
    
     Mais informações: Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto. Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a doula não faz?
Acompanhar o parto é papel do fisioterapeuta treinada para ser doula, ela utiliza técnicas específicas para diminuir a dor no trabalho de parto, apoiar emocionalmente e orientar quando utilizar as posições de alívio, treinadas anteriormente.

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também
não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
VantagensAs pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea;
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto;
diminuir em 60% os pedidos de anestesia;
diminuir em 40% o uso da ocitocina;
diminuir em 40% o uso de fórceps.


Extraído de: http://gestavida.blogspot.com/p/acompanhamento-de-parto.html

domingo, 24 de abril de 2011

O QUE É NORMAL NO COCÔ DO SEU FILHO

O que é normal?
Inspecionar o cocô da criança com toda a atenção do mundo (e cheia de perguntas) é uma das marcas registradas das mães. Vira até um dos principais assuntos das conversas. Você não imaginava como esse assunto um dia ia lhe interessar tanto, imaginava?
Saber o que é normal e o que não é tranquiliza os pais, principalmente os de primeira viagem. Tudo vai depender da idade da criança, se ela mama no peito ou não, e se ela já come outro tipo de alimento. O cocô do bebê passa por várias mudanças durante o primeiro ano, e logo você já vai saber direitinho o que é normal para seu filho.
Não existe uma frequência certa para o bebê fazer cocô. Nos primeiros meses, a frequência depende do que ele mama -- leite materno ou fórmula industrializada. Bebês que mamam exclusivamente no peito podem tanto fazer cocô quatro vezes por dia como uma vez a cada três dias -- ou alguma coisa no meio termo. Não é preciso se preocupar, desde que as fezes estejam pastosas e não causem dor. Os bebês que tomam fórmula de leite têm um pouco mais de tendência a ter prisão de ventre, por isso o ideal é que façam cocô todos os dias. Se o seu filho não estiver fazendo, preste atenção se ele está com desconforto e converse com o médico.
Nos primeiros dias depois do parto, o bebê vai fazer um cocô bem esquisito: preto esverdeado, melecado, o chamado mecônio. Trata-se de um material que se acumulou no intestino do bebê durante a gravidez. Depois dessa primeira fase, o cocô pode assumir cores e consistências variáveis -- às vezes é amarelo-ovo com grumos, às vezes é amarelo com grânulos verdes. Essa variação é absolutamente normal. O cocô tem cheiro, sim, mas não chega a ser um odor característico de fezes e não deve incomodar muito.

Como é o cocô da criança que toma fórmula de leite? Quando o bebê mama leite em pó, o cocô é amarelo claro ou marrom amarelado, e mais sólido que as fezes do bebê amamentado, já que a fórmula do leite em pó não fica tão digerida quanto o leite materno.
Crianças que tomam esse tipo de fórmula normalmente precisam fazer cocô todos os dias, porque, como as fezes são mais sólidas, elas incomodam se se acumulam no intestino. Quanto mais tempo elas ficarem lá, mais ressecadas e duras ficarão, na chamada
constipação ou prisão de ventre. Fale com o pediatra se seu filho apresentar esse problema.
E da criança amamentada no peito? O cocô de bebês amamentados é bem diferente do cocô de crianças que tomam fórmulas de leite. O colostro, aquele primeiro leite meio transparente que aparece logo depois do parto, funciona como uma espécie de laxante, ajudando a criança a eliminar o mecônio. Quando o leite em si "desce", depois de cerca de três dias, o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor amarelo vivo, cor de gema de ovo, com um cheiro meio doce. A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com aspecto coalhado.
Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarréia. É na verdade um cocô de "transição" entre o mecônio e o cocô da amamentação.
No começo, pode ser que o bebê faça cocô durante cada mamada -- ou logo depois dela --, mas logo você vai notar uma regularidade, para prever o momento ideal de fazer a troca de fralda. Essa rotina pode mudar de tempos em tempos, por exemplo quando ele começar a comer
outros tipos de alimento, quando ficar doente ou se começar a espaçar mais as mamadas.
Preciso tomar algum cuidado especial para passar do leite materno para a fórmula de leite em pó? Caso a mudança seja mesmo necessária, faça a transição devagar, ao longo de pelo menos 15 dias, a menos que seja impossível. Com a mudança gradual, o sistema digestivo do bebê terá mais tempo de se adaptar e evitar a prisão de ventre, e ao mesmo tempo suas mamas vão se acostumando à redução da demanda, para não ficarem cheias e doloridas depois. Quando o bebê estiver totalmente adaptado ao leite em pó, o cocô dele pode mudar completamente, tanto no aspecto quanto na frequência.
O que não é normal?
Diarréia: O cocô fica muito líquido, quase água, e a frequência aumenta. Bebês amamentados no peito correm menos risco de ter diarréia em comparação a bebês que tomam fórmula de leite, porque o leite materno inibe a proliferação dos microorganismos que causam o problema.
Bebês que tomam leite em pó ficam mais sujeitos a infecções, por isso é vital
esterilizar mamadeiras ou copinhos e sempre lavar bem as mãos. A diarréia pode acontecer devido a uma infecção viral ou bacteriana, ao consumo excessivo de frutas ou suco ou como reação a um remédio. A introdução de novos alimentos e a alergia também podem provocar diarréia. Na época em que os dentes nascem, o cocô também pode ficar mais líquido.
Uma diarréia que não melhore sozinha em um ou dois dias indica que há algum tipo de infecção, portanto é necessário procurar o médico.
Prisão de ventre: A constipação verdadeira não é só o bebê ficar todo vermelho, fazendo muita força, quando vai fazer cocô. Entre os sintomas estão extrema dificuldade em defecar, cocô com aspecto de pedrinhas, dor abdominal, enrijecimento da barriga, irritabilidade e às vezes presença de sangue nas fezes, por causa de fissuras anais (pequenas rachaduras na pele do ânus), provocadas pela passagem do cocô ressecado. Bebês que mamam no peito têm menos propensão à prisão de ventre que crianças que tomam fórmula, já que o leite materno funciona como um regulador intestinal.
Sempre consulte o pediatra se seu filho estiver com prisão de ventre, e especialmente se você observar sangue nas fezes. Ele provavelmente orientará você a aumentar a ingestão de líquidos do bebê, e a acrescentar mais fibra na alimentação dele, se ele já estiver comendo outros alimentos (dando mais mamão ou ameixa, por exemplo).
Cocô verde: Se as fezes do bebê estiverem verdes e meio espumosas, é possível que ele esteja recebendo lactose demais. Isso acontece quando a criança mama com frequência no seio, mas não chega a tomar o leite posterior, mais rico em calorias, que vem no fim da mamada. A persistência do cocô verde também pode ser causada pelo fato de o bebê estar mamando demais ou de menos, ou pode indicar a presença de um vírus. Mas pode ser também apenas indicação da variação no tempo de trânsito intestinal, ou seja, não é preocupante se ocorrer uma vez ou outra.
Para evitar que isso aconteça, deixe que o bebê esvazie bem um seio antes de oferecer o outro. Se o cocô continuar bem verde por mais de 24 horas, converse com o pediatra para tentar descobrir a fonte do problema. Pode ser uma sensibilidade a algum alimento ou a um remédio, ou então serão necessários ajustes na rotina de amamentação.
Sangue nas fezes: Traços de sangue no cocô do seu bebê podem aparecer se ele estiver com prisão de ventre, e a passagem das fezes causar fissuras na pele do ânus. Mas sempre consulte o pediatra no caso de encontrar sangue, para descartar qualquer outra possível causa, como a alergia ao leite de vaca (mesmo que o bebê mame apenas no peito, já que a mãe consome o produto).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

3º MÊS DE VIDA - GRANDES MUDANÇAS E MUITAS ALEGRIAS

Cabeça para cima Durante este mês, o bebê poderá conseguir levantar a cabeça quando estiver de barriga para cima e mantê-la assim por vários minutos. Se ele estiver sentado com apoio, poderá ficar com a cabeça firme e erguida. Ao deitar de bruços, levanta a cabeça e o peito como se estivesse fazendo miniflexões. Você pode praticar com ele sentando à sua frente e agitando um brinquedo em um nível mais alto.
Melhor coordenação de braços, pernas e mãos
Nesta etapa, seu filho é capaz de balançar os braços e as pernas. À medida que os ligamentos do quadril e joelhos tornam-se mais flexíveis, os chutes ficam mais fortes. E, se você segurar a criança com os pés no chão, ela vai fazer força para empurrar o chão.
O bebê consegue unir as mãos e abrir os dedos, porém provavelmente usará a mão fechada para bater em objetos acima de sua cabeça (é claro que o fato de conseguir tocar um brinquedo ou outro objeto já é uma grande conquista). Auxilie no desenvolvimento das mãos de seu filho segurando um brinquedo à distância para ver se ele tenta pegá-lo. Para variar os estímulos, deixe-a numa posição mais levantada, sempre com encosto: levante um pouco o carrinho ou a coloque no bebê conforto, para que ela veja o mundo a sua volta.
O sono começa a se ajustar A partir de agora, os pais exaustos pela falta de sono poderão ter alguma folga.
Entre 3 e 4 meses, os períodos de sono do seu bebê começam a se definir. Nesta idade, muitos bebês já podem até dormir a noite toda, embora ainda acordem esporadicamente para mamar. Algumas crianças ainda demoram mais uns bons de três a seis meses para dormir a noite inteira (e por "dormir a noite inteira" entenda geralmente apenas seis horas por vez), então não se surpreenda se o seu bebê for uma delas.
Reconhecimento da mãe e do pai Até os 3 meses ou provavelmente antes disso, o bebê terá um elo com você e estará familiarizado com o seu rosto. Ele ainda poderá sorrir para estranhos, especialmente se o encararem ou lhe dirigirem a palavra. Só que agora o bebê começa a distinguir quem é quem em sua vida e definitivamente dará mostras de preferência. Os mais precoces podem começar a já demonstrar estranhamento com pessoas que não conhecem, mas em geral isso ocorre mais tarde.
O lobo parietal, a parte do cérebro que rege a coordenação visomotora, entre os olhos e a mão, e permite que uma pessoa reconheça objetos, está agora se desenvolvendo rapidamente. E o lobo temporal, que auxilia na audição, na linguagem e no olfato, também se tornou mais ativo. Assim, quando o bebê ouvir a sua voz, pode olhar diretamente para você, começar a emitir sons e tentar falar também (e até "cantar").
Hora da leitura Ler para uma criança, não importa de que idade, é sempre benéfico. A leitura ajuda a desenvolver o ouvido para a cadência da língua -- aliás, variar o tom da voz, usar sotaques ou cantar torna o laço auditivo entre você e seu filho muito mais estimulante. Não se preocupe se ele olhar para os lados ou perder a concentração, somente ajuste o estímulo tentando outra coisa ou fazendo uma pausa. Coordene as interações de acordo com as respostas e o interesse do bebê.
Há uma série de bons livros para ler para seu filho . Escolha alguns com desenhos grandes e coloridos e texto simples ou até mesmo livros sem texto com ilustrações para você mesmo contar histórias.
Você não precisa ficar seguindo recomendações de leitura por idade, já que livros para crianças maiores, desde que tenham boas imagens e cores fortes, também podem conquistar um bebê. Até poesia para adultos vale, porque, mesmo sem compreender, seu filho gostará da sonoridade dos versos (e você também vai se divertir!).
Desenvolvimento inicial da linguagem Este é um momento delicado, em que o estímulo verbal é especialmente importante para seu bebê. Aproveite e use muitas palavras e sons. Pesquisas recentes ligam níveis mais altos de inteligência a quantas palavras uma criança ouve no primeiro ano de vida. É hora de criar fundações sólidas para o futuro. Até uma ida ao supermercado vira uma boa oportunidade para estimular seu bebê -- ao passar pelos corredores, aponte objetos e os identifique pelo nome. O bebê ainda não consegue repetir as palavras, mas estará armazenando todas as informações na memória, que se desenvolve rápido.
Um bebê nascido em um lar bilíngue terá o dobro de treinamento se ouvir regularmente as duas línguas. Se a idéia é que ele aprenda mais de uma língua, então pai e mãe devem cada um falar com o bebê no seu próprio idioma.
Toque mais sensível Estimule o tato de seu filho com diferentes materiais, como pelúcia, papel higiênico, feltro e tecidos texturizados, ou use livros em que o toque faça parte da experiência de leitura. Tocar, segurar e massagear o bebê são ótimas maneiras de relaxá-lo e podem até aumentar a capacidade de estar alerta e de manter a atenção.
Interação com outras pessoas Bebês costumam reagir à própria imagem no espelho sorrindo (eles adoram se olhar) e podem parar de chupar o dedo ou sugar uma mamadeira para ouvir a voz materna. Ao emitir sons e descrever até mesmo a coisa mais trivial que se faz em casa, você não somente está aumentando sua ligação com o bebê como também o encorajando a se expressar. Com os outros, seu filho está começando a ficar mais animado, chegando a sorrir e balbuciar sons. Quando estiver com amigos, mantenha seu filho por perto para que ele preste atenção na riqueza das interações humanas.
Será que o desenvolvimento do meu filho é normal? Lembre-se, cada bebê é de um jeito e atinge os marcos de desenvolvimento físico no seu próprio ritmo. O que apresentamos são apenas referências das etapas que seu filho tem potencial para alcançar - se não agora, em pouco tempo.
Caso seu bebê tenha nascido prematuro, você provavelmente vai notar que ele leva um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que outras crianças de idade similar. Não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento de um prematuro pela idade corrigida, contando a partir da data que era prevista para o nascimento, e acompanha seu progresso levando isso em conta.
Em caso de dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, converse com o pediatra

DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ DE 3 MESES

Seu filho consegue manter a cabeça erguida para ver o que está acontecendo à sua volta? Aos 3 meses, muitas crianças já tem maior flexibilidade nas articulações e passam a acenar e dar chutes com mais força, além de abrir os dedos e juntar as mãozinhas.
Alguns bebês não acordam mais para mamadas no meio da noite, dando aos felizardos pais a chance de redescobrir o sono. Mesmo que seu filho ainda precise mamar durante a noite, a esta altura ele já deverá dormir por mais horas seguidas. Isso não é regra, contudo, e algumas crianças continuam a ter dificuldades para dormir. Caso não tenha uma rotina para a hora de dormir, pense na possibilidade de adotar uma.
É provável que seu filho ainda distribua sorrisos para todos que conhece, mas essa simpatia toda está para mudar. Em breve, em meio a grupos maiores ou entre estranhos, o bebê poderá precisar de mais tempo para se adaptar e se soltar.
O lobo temporal do cérebro do bebê, que lida com a audição, a linguagem e o olfato, está em grande atividade. Aproveite para conversar bastante, tocar músicas e ler em voz alta para ele.
Bebês adoram ser tocados. Na verdade, eles precisam disso para seu crescimento e desenvolvimento. O contato da pele não somente ajuda você e seu filho a criarem vínculos como também é reconfortante para ele nos momentos em que está nervoso ou irritado. Experimente fazer uma massagem gostosa nele.
Estimule o tato do seu filho brincando com uma série de materiais, como toalhas felpudas, bichinhos de pelúcia ou feltro. O bebê provavelmente vai querer colocar qualquer coisa na boca, por isso escolha com cuidado e nunca deixe a criança sozinha com algum material que possa se despedaçar. Procure ter livros com objetos que também possam ser manuseados.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

QUEM AMA EDUCA - COMO DIZER NÃO AO SEU FILHO DE 0 A 7 ANOS

Bebês são curiosos, querem mexer em tudo e muitas vezes se colocam em perigo, principalmente quando aprendem a dar os primeiros passos. Imagine seu pequeno mexendo no fogão, na tomada, nos fios... Dá até arrepios, não? E, por mais que você o repreenda, ele volta a tocar onde não deve. Por isso, é preciso fazê-lo compreender a ordem “não pode”. Nesse ensinamento, sua linguagem corporal e tom de voz são extremamente importantes. Veja como acertar, com as dicas da Supernanny brasileira, a Cris Poli, e de outros especialistas.
Desde o nascimento, tudo que ocorre à volta do bebê é registrado como aprendizado. Mas regras e disciplina só começam a ser entendidas e interpretadas depois dos 2 anos de idade. “Até essa faixa etária, os pais precisam ter muita paciência e repetir as ordens diversas vezes, até que a criança incorpore o conceito. Não é fácil, leva tempo”, explica a educadora Cris Poli, a Supernanny brasileira, da rede de televisão SBT.
De acordo com Jo Frost, a Supernanny americana e autora do livro Superbabá, da Editora Seoman, a partir dos 2 anos a criança já é capaz de compreender, mas sua memória é limitada. Por isso, a repetição ainda é necessária. “Nervosismo não resolve em nada o mau comportamento. Claro que é preciso definir limites, mas o segredo é a maneira de falar”, garante. Entenda a evolução dos pequenos na assimilação das regras e saiba como discipliná-los corretamente:
O APRENDIZADO EM CADA FASE:Até 2 anosAntes dessa idade, é muito difícil estabelecer uma disciplina, mas você pode e deve chamar a atenção do bebê sobre as coisas que ele deve ou não fazer. “Use um tom de voz firme e baixo para dizer ‘não’, acompanhado de uma breve explicação, como ‘isto está quente’”, indica Jo Frost, em seu livro.
De 2 a 3 anosA criança já entende o “não”, porém sua capacidade de reter informações é restrita. Por isso, você precisará reforçá-las. Nessa idade, já é possível aplicar as regras de disciplina, que explicaremos adiante.
De 3 a 5 anosÉ a fase da teimosia porque os pequenos estão descobrindo o mundo e querem mexer em tudo. Para lidar com esse momento, você deve ter em mente duas coisas: não mude suas regras por causa do seu filho. Sempre que o pegar no pulo fazendo algo inadequado, corrija na hora. Não espere para conversar depois, pois ele não conseguirá associar a atitude errada à sua queixa.
Acima de 5 anosVocê precisará ter jogo de cintura porque a criança, já grandinha, passa a compreender perfeitamente as ordens dos pais e tende a testar seus limites, desobedecendo mesmo. O intuito é chamar sua atenção. Aplique as regras de disciplina.
Tudo tem limite E é preciso que você os defina desde cedo. A criança deve entender até onde pode ir.
Não pode mexer nas coisas...
O “não pode” deve existir desde a primeira infância, quando o bebê toca um objeto que outra pessoa segura, por exemplo. Aos poucos, ele associará atitudes erradas a mudanças no seu tom de voz e, naturalmente, passará a evitar comportamentos que provoquem essa alteração.
Basta dizer “não pode mexer” e afastar a mão da criança. “A ordem deve ser firme, mas não agressiva”, explica a psicóloga Maria Teresa Reginato, de Atibaia, no interior paulista. À medida que ela crescer, é importante que você esclareça o motivo da bronca, empregando expressões como: porque queima, porque dói e porque quebra. “Ensinar em casa evita que seu filho reproduza os maus modos na casa dos outros”, avisa Cris.
Não pode morder, bater, empurrar, puxar o rabo do cachorro...Toda criança passa pela fase de morder, empurrar e provocar os animais. É necessário orientá-la também a respeito dessa conduta. “Abaixe-se, para ficar na mesma altura que a criança, coloque as mãos em seus ombros e olhe fixamente nos olhos enquanto fala ‘não pode, assim você machuca”, ensina Maria Teresa. Não adianta gritar de longe. A voz deve ser baixa, porém segura.
Reclamação na escolaA agenda da escola estampa uma bronca da professora? Leia a queixa na frente da criança e pergunte o que aconteceu. Depois de entender o motivo que a levou a bater no coleguinha, por exemplo, discipline-a, explicando que essa reação não é adequada.
Regras de disciplina
Condicione-se a empregar, sempre, um tom de voz de autoridade e outro de aprovação. Se essa estratégia falhar, o jeito é apelar, definindo um cantinho para o castigo, onde o pequeno deverá refletir sobre o mau comportamento.
Voz da autoridadeRecorra a ela sempre que a criança fizer algo errado:
1. Aproxime-se e não grite do outro lado da sala. Seu tom de voz deve ser baixo e firme.
2. Abaixe-se à altura dela, para não intimidá-la.
3. Olhe nos olhos. Dessa maneira, ela não conseguirá lhe ignorar.
4. Não ranja os dentes nem faça ameaças.
5. Caso ela tente desviar o olhar, diga “olhe para mim”. Segure-a –sem machucar, obviamente – pelos braços para que ela não saia.
6. Deixe claro que você não está brincando.
7. Peça sempre “por favor” e explique da maneira mais clara possível que ela não pode repetir o erro. Por exemplo: “Bater nos outros é inaceitável. Não quero mais que você faça isso, por favor”.
Dicas:
- Não negocie. Fale e peça, sem gritar.
- Não faça promessas nem ofereça opções a uma criança pequena: “Você poderá comer o biscoito se comer o arroz com feijão”. Frases como essa só farão com que o pequeno tente negociar, provocando desgaste.
- Se a criança gritar com você, não responda com outro berro.
Voz da aprovaçãoDiante de um comportamento exemplar, o reconhecimento é igualmente importante:
1. Para elogiar, a voz deve ser alta, aguda e animada.
2. Vale bater palmas e até soltar gritinhos.
Castigo educa“Esse método ensina a criança a refletir sobre o que havia sido combinado com os pais, interrompe o mau comportamento e induz o adequado. Acredito nele porque funciona”, ressalta Cris. Então, quando a voz da autoridade não funcionar...
1. Mande-o para o cantinho da disciplina, sempre justificando a razão. “Deixe-o lá por um tempo correspondente a um minuto por ano de idade”, aconselha Cris.
2. Caso ele saia, coloque-o lá novamente e esclareça novamente o motivo.
3. Após cumprir o castigo, oriente a criança a pedir desculpas.
4. Assim que ela se desculpar, dê beijos e abraços.
5. Esqueça o assunto e aja como se nada tivesse acontecido.
A técnica do envolvimentoAs crianças querem atenção o tempo todo. Quando você não dá, elas tendem a aprontar. É aí que você pode lançar mão de um truque: a técnica do envolvimento, que nada mais é do que incluir seu filho nas suas atividades, como as tarefas domésticas. Elas são interessantes para os pequenos. Ajudar a dobrar um lençol e usar um miniespanador ou uma minivassoura são maneiras de participarem e se sentirem úteis.
Pegue leveSabe quando você fala mil vezes para seu filho não mexer naquele vaso que fica em cima da mesa porque ele pode quebrar e não adianta? Se a peça finalmente espatifar, certamente ele começará a chorar e se mostrará arrependido.
Caso isso ocorra, não aplique nenhuma punição. Se a criança pedir desculpas sinceras, significa que já aprendeu a lição. A única coisa que você deve fazer é explicar por que isso aconteceu, lembrá-lo das regras e pronto. Sem broncas!
Persista, pois você vai conseguir!

Educar uma criança não é fácil, requer muita paciência, determinação e dedicação. Principalmente no período da primeira infância – de 0 a 7 anos – em que a personalidade se consolida É importante passar um tempo diário com seu filho. “Converse com ele, explique os motivos das proibições”, recomenda Maria Teresa. Por fim, o mais importante é ter paciência. “O segredo é tentar sempre evoluir nesse quesito, acompanhando o crescimento e o amadurecimento dos filhos, com dedicação e amor, muito amor”.

terça-feira, 12 de abril de 2011

COMO CORTAR A UNHA DO BEBÊ SEM LEVAR O DEDO JUNTO

Geralmente os recém-nascidos têm as unhas dos dedos frágeis e flexíveis, mas que podem machucar o bebê. Os bebês ainda não possuem controle dos braços, das mãos e dos movimentos dos dedos. Unhas ásperas ou mais longas que os dedos podem causar arranhões nos olhos e na pele do bebê. Nos primeiros dias, evite cortar as unhas deles, porque elas são flexíveis demais e é muito fácil causar um sangramento.
Se não estiver muito calor, você pode colocar luvinhas ou até meias nas mãos do bebê. Com o passar dos dias as unhas ficam um pouco mais rígidas, e será mais fácil apará-las. Mas isso sempre terá de ser feito com muito cuidado. As unhas das mãos crescem tão rápido que você pode ter de cortá-las mais de uma vez por semana. As dos pés exigem menos frequência.
O jeito mais fácil de aparar a unha do bebê é simplesmente tirar o excesso com as mãos. Elas são tão molinhas que o excesso sai sem resistência. Ou você pode usar tesouras ou cortadores de unha especiais para bebê, com pontas arredondadas. Por mais que as mães fiquem aflitas na hora de cuidar das unhas do bebê, esta é uma das atividades mais importantes para a saúde dos pequenos, pois, quando as unhas estão cortadas, as sujeiras não acumulam por baixo delas, o que pode evitar algum tipo de infecção, já que as crianças levam a mão na boca toda hora.
Pode ser que seja mais fácil executar a operação com a presença de dois adultos: um segura o bebê, para que ele não se mexa demais, e o outro corta a unha. (você também pode tentar cortar as unhas do seu filho quando ele estiver mamando ou dormindo.) Pressione para baixo a ponta dos dedos dele para diminuir o risco de pegar a pele, e segure firme a mão do seu filho enquanto corta.
As unhas são tão pequenas que é difícil cortá-las de forma arredondada, para que os bebês não se arranhem com os cantinhos.
Um truque é fazer esses pequenos aparos "roendo" as pontinhas das unhas do bebê. Sua língua é muito mais sensível que qualquer tesoura, e o bebê não vai reclamar de colocar a mãozinha na sua boca. Pode parecer meio animalesco, mas funciona! Depois de executada a tarefa, lave as mãos do bebê.

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS PARA A MULHER QUE AMAMENTA

Assim que se pensa em retomar a atividade sexual depois que o bebê nasce, é preciso decidir algum método contraceptivo, para evitar uma nova gravidez logo em seguida.
Mesmo que você queira ter mais filhos, os médicos recomendam esperar pelo menos seis meses entre duas gestações, para que o corpo se recupere.
A amamentação exclusiva pode até ter algum efeito contraceptivo, já que a mulher às vezes nem menstrua, mas é um método nada confiável, porque você nunca sabe quando a primeira ovulação pode acontecer.
Pode ser que você tenha de tentar mais de um método para ver qual é o melhor para você. Cada organismo é de um jeito e as reações são diferentes dependendo da pessoa. Informe-se no posto de saúde mais próximo ou em farmácias populares, porque, dentro do Plano Nacional de Planejamento Familiar, há distribuição gratuita de alguns dos métodos abaixo, ou venda por preços bem menores que nas farmácias normais (a disponibilidade varia bastante também de acordo com outros programas de governos estaduais e municipais).
Veja abaixo as opções de métodos para quem está amamentando.
Preservativo A camisinha é um bom método, porque impede que os espermatozoides entrem na vagina. Não interfere na amamentação, não tem efeitos colaterais e ainda evita outras doenças sexualmente transmissíveis. Pode também servir como uma opção temporária, enquanto você não decide qual método mais permanente quer usar.
Camisinha masculina: É a mais conhecida. Pode ser usada em conjunto com um gel lubrificante à base de água, para facilitar a penetração nas primeiras vezes depois do parto. Existem camisinhas que já vêm com lubrificação. Nunca use duas camisinhas, uma em cima da outra. Em vez de reforçar a proteção, isso facilita que o preservativo rasgue.
Camisinha feminina: Menos conhecida, mas você pode experimentar para ver o que acha. Ela é um pouco mais cara que a masculina, e mais difícil de encontrar. É composta por dois anéis e um tubo de poliuretano. Um anel flexível fica no fundo da vagina, e outro do lado de fora (por isso alguns a consideram antiestética). Protege também contra doenças sexualmente transmissíveis.
Há quem diga que ela é útil porque dá poder à mulher: se o parceiro se recusar a usar preservativo, ela diz que então ela vai usar. Muitas vezes isso já é suficiente para convencer o parceiro a pôr a camisinha.
Pílula anticoncepcional Para quem amamenta, a indicada é a pílula de progesterona de uso contínuo. É tão eficiente quanto a pílula tradicional. A diferença é que ela só contém progestágeno, hormônio sintético semelhante à progesterona, enquanto a tradicional tem uma combinação de estrogênio e progesterona. O estrogênio não é adequando para quem amamenta.
Esse método também pode ser usado por mulheres que não estão amamentando. Ele inibe a menstruação, por isso há mulheres que não menstruam quando tomam esse tipo de pílula. Já outras têm pequenos sangramentos por longos períodos.
Deve começar a ser tomada seis semanas depois do parto, quando a produção de leite já está bem estabelecida. Algumas mulheres sentem diminuição da libido ou outros efeitos colaterais. Converse com seu médico.
Injeção de progesterona
A injeção de progesterona (Depo-Provera) é um método eficiente para quem amamenta, e tem a vantagem de eliminar o problema do esquecimento de tomar as pílulas todos os dias. É tomada uma por mês ou uma vez a cada três meses, e pode ser usada tanto pela mulher que amamenta como pela que não dá o peito. A primeira injeção pode ser tomada seis semanas depois do parto, quando a produção de leite já está firme.
A injeção pode inibir a menstruação. A desvantagem do método é que a fertilidade pode demorar a voltar, portanto ele não é indicado para quem pretende engravidar em até um ano. Há mulheres que reclamam de ganho de peso. É um método considerado mais barato.
Diafragma
O diafragma é uma espécie de "tampa" que se coloca no colo do útero antes de manter uma relação sexual. Ele é mais eficiente quando usado junto com algum tipo de espermicida. Precisa ser encomendado no consultório do ginecologista, pois é preciso medir o tamanho do colo do útero.
Como é um método de barreira, não interfere na amamentação nem causa efeitos colaterais, mas por outro lado não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
O diafragma é reutilizável, e não descartável. Você lava após o uso e guarda para utilizar de novo depois.
DIU com ou sem hormônio
O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno instrumento em forma de T que é inserido pela vagina dentro do útero, e impede a passagem dos espermatozoides para as tubas uterinas, onde costuma acontecer a fecundação.
É um método eficiente e duradouro (fica lá por anos), mas relativamente caro, que pode ser usado tanto por mulheres que amamentam como por mulheres que não amamentam. Existem dois tipos de DIU:
DIU sem hormônio: o dispositivo funciona apenas como barreira. Normalmente é revestido de fios de cobre. Pode ter duração de entre três e dez anos.
DIU com hormônio: o dispositivo funciona como barreira e ainda libera doses pequenas de progesterona, funcionando mais ou menos como a pílula de uso contínuo (leia acima), mas com menos efeitos colaterais porque a ação do hormônio é local, no útero. A menstruação pode desaparecer ou pode haver sangramentos irregulares. Dura até 5 anos (vendido sob o nome Mirena).
Entre as vantagens dos dois tipos de DIU estão a longa duração e o retorno rápido da fertilidade, quando eles são retirados. As desvantagens são o alto investimento que tem de ser feito de uma vez só, as alterações no ciclo menstrual e a piora das cólicas (no caso do DIU sem hormônio).
O DIU pode ser inserido no consultório do ginecologista ou no hospital, com anestesia, dependendo da preferência do médico. A colocação sem anestesia é um tanto dolorosa, provocando cólicas intesas, mas toleráveis pela maioria das mulheres. A retirada não dói e é feita normalmente no consultório.
Para quem amamenta, o DIU com progesterona só deve ser inserido seis semanas após o parto. Já o DIU sem hormônio pode ser inserido antes disso. O DIU é mais recomendado para mulheres que já têm filhos devido a possíveis riscos de infecção no útero e complicações de saúde.
Implante
O implante é um pequeno bastão flexível, mais ou menos do tamanho de um palito de fósforo, que é introduzido debaixo da pele do braço, e que vai liberando pequenas doses de um hormônio sintético semelhante à progesterona. Ele é colocado no consultório do ginecologista, com uma pequena dose de anestesia local (a retirada também é realizada com anestesia local).
Como não contém estrogênio, pode ser usado por mulheres que amamentam e pelas que não amamentam. A duração é de até três anos (Implanon). Deve ser colocado no mínimo quatro semanas depois do parto, quando a produção de leite estiver bem estabelecida.
Os efeitos colaterais são alterações na menstruação (que pode desaparecer ou se transformar em sangramentos frequentes e irregulares) e eventual diminuição na libido. Assim como na pílula de uso contínuo com base em progesterona, há mulheres que reclamam do ganho de peso. Por outro lado, ameniza cólicas e sintomas de tensão pré-menstrual (TPM).
Da mesma forma que o DIU, exige um investimento financeiro grande de uma vez só.
Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
Métodos naturais de observação do corpo São técnicas que exigem que a mulher conheça bem o corpo e consiga detectar quando está ovulando. A desvantagem é que são muito incertas -- mesmo com uma eficácia de até 98 por cento quando executadas direitinho, os 2 por cento são um risco considerável de gravidez num momento em que a família está completamente voltada para o bebê que acabou de chegar. Também não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis.
• Método da amenorreia lactacional: Quando a mulher amamenta o bebê em tempo integral, sem dar mais nada a ele (chá, fórmula em pó, água), e não menstrua, nos primeiros seis meses a chance de ela não engravidar é de 98 por cento. Mas os 2 por cento são uma possibilidade nada desprezível de ter uma surpresa.
• Método de detecção da fertilidade: Consiste em acompanhar o ciclo menstrual observando a temperatura do corpo, medida todos os dias antes de levantar da cama, e as mudanças no muco cervical. A elevação da temperatura do corpo e a presença de secreção vaginal parecida com clara de ovo indicam fertilidade, ou seja, a mulher não deve manter relações sexuais nesse período para não engravidar.
No pós-parto, é um método difícil de seguir, pois a mulher não tem tempo de tirar a temperatura com calma antes de levantar correndo e ir buscar o bebê que está chorando. Além disso, a primeira ovulação pode chegar inesperadamente.
Atenção: O coito interrompido (quando o homem retira o pênis antes de ejacular), o chamado "gozar fora", não é considerado um método eficaz para evitar a gravidez, porque é grande a chance de ele não conseguir tirar o pênis a tempo, e o líquido que sai antes do orgasmo em si também pode conter espermatozoides.
Métodos definitivos (esterilização) São intervenções que "fecham a fábrica" de vez -- a reversão é complicada e cara. Por isso é preciso pensar muito bem antes de tomar uma decisão tão séria. Lembre-se de que a vida é cheia de imprevistos e reviravoltas, e uma certeza absoluta hoje pode não ser mais tão certa daqui a um tempo.
Esses métodos não têm efeitos colaterais e não interferem na amamentação, mas também não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis.
Vasectomia: É um pequeno procedimento cirúrgico em que o médico corta dois "caninhos" que levam os espermatozoides dos testículos para o local onde o esperma fica armazenado, antes da ejaculação. O homem continua tendo ereções e ejaculando normalmente, mas o líquido deixa de conter espermatozoides.
É sempre bom fazer um espermograma pós-operatório para garantir o sucesso da cirurgia antes de o casal suspender o uso de outros métodos.
O SUS realiza, em tese, a vasectomia gratuitamente, mas é preciso preencher alguns critérios. Só podem fazer a cirurgia grátis pelo governo homens maiores de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, e é preciso esperar pelo menos dois meses entre a manifestação da vontade de fazer a cirurgia e a vasectomia em si. Além disso, é provável que haja fila ou outras dificuldades. Informe-se na unidade básica de saúde.
Laqueadura: Cirurgia em que as tubas uterinas da mulher são interrompidas para evitar a passagem do óvulo. Pode ser feita por um pequeno corte, ou então após a cesariana. Para evitar abusos, o Ministério da Saúde determina que a ligadura das trompas não seja realizada durante o parto, a não ser em caso de necessidade comprovada.
É preciso conversar com o médico, porque muitas vezes a regra não é seguida, e os ginecologistas preferem fazer a laqueadura junto com a cesárea.
Também em tese, o SUS faz a laqueadura gratuitamente, desde que a mulher obedeça aos critérios: ter mais de 25 anos e dois filhos vivos. É o que diz a Lei Nacional de Planejamento Familiar. Informe-se num posto de saúde para correr atrás do direito. É preciso esperar pelo menos 60 dias entre a decisão de fazer a cirurgia e a laqueadura propriamente dita.
Pílula do dia seguinte A contracepção de emergência serve para isso mesmo: um caso de emergência. Você não pode se fiar só na pílula do dia seguinte -- escolha um dos métodos acima. A pílula do dia seguinte é para ser usada quando as coisas deram errado (a camisinha furou, por exemplo) e não tem mais jeito.
É possível achar a pílula do dia seguinte em farmácias e nos postos de saúde. Ela tem de ser tomada o mais rápido possível depois da relação sexual, de preferência em até 24 horas, e no máximo até três dias, sendo que a eficácia vai diminuindo conforme o tempo passa.
Quem amamenta só pode tomar pílula do dia seguinte que contenha apenas levonorgestrel, a progesterona sintética, e não etinilestradiol, que é o estrogênio. Existem os dois tipos. Contraceptivos com estrogênio são contraindicados para lactantes.
Caso a gravidez já tenha acontecido, a pílula do dia seguinte não vai interrompê-la, nem prejudicar o bebê, segundo as pesquisas feitas até agora.
Há vários efeitos colaterais: enjoo forte, dor nos seios, alterações na menstruação. Por isso ela só pode ser tomada quando não há outro jeito. A eficiência da pílula do dia seguinte é bem menor que a dos métodos contraceptivos descritos acima (ou seja, ela falha mais).

QUANTO TEMPO DEPOIS DO PARTO A MULHER PODE FAZER GINÁSTICA?

Antes de mais nada é importante ressaltar que puérperas (o nome técnico para mulheres que deram à luz) que exageram na quantidade de atividade física, fazendo mais de uma hora de exercício aeróbico por dia, têm grande chance de diminuir a produção de leite e prejudicar a amamentação.
Após o parto normal, que tem recuperação rápida, pode-se voltar a atividades físicas em 15 dias, mas sempre converse com o seu médico antes, porque cada caso é um caso. Costuma-se liberar caminhada, corrida, musculação leve, abdominal, alogamento, ioga e Pilates, se não houver complicações do parto.
Já depois da cesariana, que tem recuperação mais lenta, um mês depois da cirurgia pode-se voltar a fazer atividades físicas leves e que não forcem muito a musculatura abdominal: caminhadas leves a moderadas, alogamento de braços e pernas.
Entre 40 e 60 dias do parto cesáreo, dependendo da recuperação de cada paciente, pode-se voltar às demais atividades como corrida, musculação, Pilates, ioga, ginástica localizada.
Tanto no parto normal como na cesárea não se deve iniciar esportes na água (natação, hidroginástica) antes da liberação do obstetra, que será ao redor de 30 a 45 dias do parto, quando o colo uterino já estará bem fechado, evitando o risco de infecções.
Para ambos os tipos de parto, após o período de repouso recomendado, é interessante conseguir combinar atividades aeróbicas com atividades que alonguem e tonifiquem a musculatura abdominal, pois quanto mais cedo se começa a trabalhar a região abdominal maior a chance de que a barriguinha volte para o lugar.
Veja um exemplo de combinação: 45 minutos de caminhada ao ar livre ou na esteira três vezes por semana e mais 45 minutos de Pilates duas vezes por semana.
Uma solução caseira para as atividades físicas é aproveitar para passear com o bebê no carrinho quando o pediatra tiver liberado, diariamente, e em casa aproveitar a sonequinha do bebê para fazer sequências de abdominais.
Para os abdominais -- sempre depois da liberação do obstetra --, faça a seguinte sequência:
• Abdominais: comece com 10 e vá aumentando progressivamente até chegar a entre 50 e 100 repetições.
• Pontes (elevação de quadril): faça de 10 a 30 repetições.
• Alongamento:
- Sentada com as pernas esticadas à sua frente, tente tocar as pontas dos dedos da mão nos pés, bem devagar: 10 repetições.
- Sentada com as pernas afastadas, tente encostar a mão esquerda no pé direito: 10 repetições
- Sentada com as pernas afastadas, tente encostar agora a mão direita no pé esquerdo: 10 repetições.